Os produtos que buscam as IGs estão expostos em um estande coletivo no Connection Terroirs. projeto ajuda produtores da Serra a buscarem indicação geográfica , Queijo e schmier colonial, mel e lavanda estão entre os produtos;
Conquistar uma indicação geográfica é trabalhoso, já que exige uma série de requisitos, e pode ser caro, especialmente para pequenos produtores. Por isso, a Sicredi Pioneira criou um projeto para auxiliar pequenos empreendimentos, como os de queijo colonial da Serra, que buscam a IG para proteger e valorizar o produto típico da região.
Vai ter uma etapa muito importante para o queijo que é a análise para identificar o padrão microbiológico do queijo colonial. É uma análise que envolve um custo bem alto. A Sicredi abraçou junto com o Sebrae essas análises e eles vão ajudar a custear. É algo que custa em torno de R$ 20 mil por produtor — diz Marcos Seefeld, da Queijaria Tradição, de Nova Petrópolis, empreendimento que produz queijos desde a década de 1940.
Foto: Portal de Viagem
Outro produto que conta com o suporte da iniciativa para buscar a IG é o mel de Nova Petrópolis. São dezenas de produtores associados na cidade, como Fernando Grings. Uma indicação representaria não só a proteção do produto, mas a possibilidade de outros mercados e um outro perfil de consumidor, mais exigente, talvez.
A gente agrega não só valor financeiro, mas um valor que consegue alcançar um público mais específico, um público que busca comprar direto da fonte ou então um público que quer algo mais específico, onde ele pode rastrear a origem. No futuro, quem sabe, poder fazer exportação do mel. Tudo isso vai aumentar e muito a qualidade do nosso trabalho — complementa Márcia Birk, produtora de mel também de Nova Petrópolis.
Lavanda de Morro Reuter;
Capital da Lavanda no Brasil, com direito a festa a cada dois anos, Morro Reuter criou um roteiro para a planta e agora também busca, com apoio da Sicredi, indicação geográfica para a rota. São diversos produtos feitos em Morro Reuter a partir da lavanda, como aromatizantes, cerveja, cerâmica, tortas e chocolates, e que poderiam ser beneficiados com a distinção.
A lavanda é um projeto que tem mais de 20 anos em Morro Reuter. Vários estabelecimentos produziam coisas com a lavanda, mas produziam sozinhos, sem uma força coletiva. A rota representa a união de comércios que estão já estabelecidos e funcionando para divulgar o que cada um faz e o que tem de potencial da própria lavanda. A IG é de uma importância enorme porque faz o papel de contar a história para o turista que quer nos conhecer, conhecer as pessoas que estão fazendo os produtos — destaca Anelise Bredow, do ateliê de cerâmica que leva o seu nome.
O evento terminou no sábado (13/06), em Gramado.
Crédito: Juliana Bevilaqua / Agencia RBS - Foto Capa Divulgação